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Fimose

A fimose  pode ser classificada em fisiológica (natural) e não fisiológica (necessita tratamento). Quase todo bebê do sexo masculino nasce com uma pele (chamada de prepúcio), grudada à glande, a cabeça do pênis. Essa é a fimose fisiológica e não é motivo de preocupação desde que não provoque a obstrução do fluxo urinário ou algum processo inflamatório ou infeccioso.

Por volta de 1 ano e meio, o prepúcio já começa a se abrir, mesmo sem que ocorra a exteriorização da glande. A fimose então é diagnosticada quando há uma espécie de anel apertando essa extremidade, impedindo que o prepúcio seja adequadamente exposto para higiene.

Geralmente, até os 2 anos, o prepúcio se solta naturalmente. As massagens servem exclusivamente para os casos de acolamento ou aderência, isto é, quando o prepúcio fica grudado à glande, sem o estreitamento. Elas devem ser orientadas por um cirurgião ou pediatra. Exercícios exagerados esgarçam a pele, que, ao cicatrizar, tende a se tornar menos elástica, estreitando ainda mais o anel. Ou seja, o que não era fimose vira fimose.

O Cirurgião Pediátrico deve acompanhar a evolução do paciente, indicando a cirurgia quando há estreitamento de prepúcio, postites frequentes ( infecções da pele que cobre o pênis). Ela também é indicada para as parafimoses, quando, após muito esforço, a glande é exteriorizada e não consegue voltar mais à posição normal, causando inchaço e dor. Por fim, também há os casos em que a pele do orifício por onde sai o xixi é muito estreita, o que gera dor durante a micção.

Em cerca de 14 dias, geralmente os pontos já caíram e o inchaço desapareceu. A partir desse período, o menino pode voltar às atividades normais. No entanto, é aconselhável evitar por mais algumas semanas atividades que ofereçam risco de contusões, como andar de bicicleta e esportes em geral.

Após o procedimento, é necessário seguir rigorosamente as recomendações do Cirurgião Pediátrico, como usar analgésicos e pomada cicatrizante para tentar conter o inchaço, fazer banhos de imersão.
E os acompanhamentos periódicos também são necessários para o bom resultado cirúrgico

Dra. Niele Gonzaga
Cirurgiã Pediátrica
CREMEB 12.656